Nosso cérebro possui diferentes formas de captar informações, cada forma está ligada com um ou mais de nossos sentidos.

As formas de captação podem ser usadas por nós no trabalho com a PNL, nos estudos, ou no dia-a-dia desde influenciar alguém ou simplesmente bater papo.

Embora todos nós tenhamos os três sistemas: visual, auditivo e cinestésico (tato, olfato e paladar; tem mais a ver com “sentir”), é comum que um deles esteja mais desenvolvido que os outros, mas é bom lembrar que não devemos rotular ou considerar como definitiva essas identificações, pois podemos trabalhar e aperfeiçoar cada sistema. No final do artigo tem um teste que pode ser feito (pede seu email, mas pode ficar tranqüilo que eles não ficam te mandando nada). Devemos utilizar a forma que nos é predominante, mas não custa aperfeiçoar as demais. O resultado do meu teste foi o seguinte:

Resultados
29% – Visual
33% – Auditivo
38% – Cinestésico

Cada pessoa possui uma forma de captação maior ou menor em seus diversos sentidos. Procure se identificar:

VISUAL: Precisa “ver” a coisa para compreender, captar, aprender. Não basta conversa, não basta raciocinar ou uma boa explicação. Visuais precisam ver para compreender. Você pode perceber a tendência visual na fala da pessoa, pois diz “Viu?”, “Veja bem”, “Olha só”, “Não vejo a hora”, “Visualiza isso, cara”. Outra forma de perceber a tendência é a gesticulação na frente ou indicando os olhos e a postura mais ereta.

CINESTÉSICO: Procura a sensação de sentir, provar, tocar. Fala “Não me cheira bem”, “Não me toquei com isso”; “Esse cara me marcou”, “Sentiu isso, cara?”, etc. Precisa sentir, tocar. Sua postura parece indicar a tentativa de cheirar ou provar.

AUDITIVO: Precisa ouvir, escutar. Responde melhor a um estímulo auditivo do que aos demais. Ao falar utiliza termos como “Vê se me escuta” e “Isso não me soa bem”. Gesticula na altura dos ouvidos ou apontando e tocando os próprios ouvidos ou do interlocutor. Em sua postura pode parecer estar virando o ouvido para ouvir melhor.

Além dos 3 tipos mencionados acima, há um quarto tipo que é o Digital ou Polivalente (meu caso). Essa pessoa é aquela que tem uma captação equilibrada entre os sistemas acima. Sua característica é a de ser introspectivo no sentido de se tocar (sem pensar besteiras aqui) ou falar sozinho, gostar de pensar “com seus botões” e querer a explicação de tudo (nem sempre também, não confundam uma pessoas assim como autista).

Seguem abaixo exercícios para ajudá-lo a estimular seus sentidos (sim, eu copiei do site do teste ai que feio):

VISUAL
1. jogar jogo da memória, caça-palavras, jogo dos 7 erros;
2. durante 1 minuto, perceber o maior número de cores à sua volta;
3. ler, ir à exposições (quadros, fotos), ir ao cinema, pintar;
4. ficar ½ dia sem falar, comunicando-se por bilhetinhos (meio loco isso);
5. mudar arrumação de móveis ou objetos do seu quarto (ou da casa toda).

AUDITIVO
1. Ficar algumas horas de olhos vendados (experimente colocar uma venda para não cair na tentação de abrir os olhos);
2. ao ouvir música, perceber os sons dos diferentes instrumentos;
3. durante 1 minuto, prestar atenção ao maior número de sons à sua volta (vá nomeando em voz alta o que ouve);
4. cantar: em coral ou sozinho no banheiro (pobres dos vizinhos);
5. falar experimentando diferentes tons e velocidades (mais agudo/mais grave; mais rápido/mais lento).

CINESTÉSICO
1. Tomar banho no escuro, prestando atenção à sensação corporal;
2. procurar um objeto dentro da bolsa ou pasta só pelo tato/prestar atenção às diferentes texturas dos objetos (roupas, almofadas, papel);
3. sentir o cheiro da comida antes de começar a comer/sentir que perfume as pessoas estão usando;
4. receber massagem, aplicação de argila, brincar com massa de modelar;
5. antes de dormir, ir relaxando uma parte do corpo de cada vez, prestando atenção às sensações.

TESTE: http://somostodosum.ig.com.br/testes/pnl/exercicio1.asp

Alguma sugestão ou dúvida?

eduardoe.franco@gmail.com
http://twitter.com/dudufranco89

Abraços!!!

“Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência” (Karl Marx)