Check-in: Embarque remarcado

Check-in

Olá caro internauta!
Depois de um grande atraso para o embarque desta semana na coluna Check-in, finalmente chegamos ao nosso destino. Mas como quase todo atraso tem justificativa, vamos a ela! Durante a última quinta, sexta e sábado, a nova colunista (vai ser chique assim, hein) que vos fala esteve em território capixaba para participar da Intercom, um congresso de comunicação que realiza edições regionais ao longo do ano e depois um grande evento nacional. A intenção é trocar ideias e apresentar projetos relacionados a estudos interdisciplinares na área.

Confesso que não esperava muita coisa da cidade não… mas foi tão interessante que vou dividir com você! 

Então, aproveitando que estava in loco, anuncio a nossa parada de hoje: Vitória, capital do Espírito Santo.

Terceira ponte ao fundo: acesso à Vila Velha e ao Convento da Penha. Crédito: Gustavo Andrade


Vitória é a segunda capital mais antiga do Brasil, perde apenas para Salvador, e foi fundada em 1551. Possui em torno de 320.000 habitantes, o que é relativamente pouco quando se pensa em comparação à sua vizinha Vila Velha, com aproximadamente o dobro. Forçando bem outra comparação, se colocarmos Belo Horizonte na roda, com seus 2,3 milhões de habitantes, é como se existissem mais ou menos 7 “Vitórias” dentro de BH.

Já ouvi muita gente falar que a cidade, apesar de estar localizada em pleno litoral brasileiro, é meio “sem sal”. E que me desculpem os cidadãos de Vitória, mas tem muito mineiro fã do Espírito Santo que só quer saber do eixo Guarapari – Iriri, ou do Nova Almeida – Jacaraípe. Tudo bem que são lugares ideais para a rotina descanso-praia-descanso, mas para aqueles que também querem diversão urbana, vale a pena esticar a estadia em Vitória.

Através de uma conversa com o taxista Odilon (curiosidade: em três dias de viagem, foram 4 trechos coincidentemente feitos com ele) fui saber que, na capital capixaba, uma tal de Jurema emprestou o nome e, como se não bastasse, as formas do próprio corpo para apelidar a praia da Enseada do Suá de “Curva da Jurema”. Lá tem placa e tudo para orientar os turistas. Segundo o taxista Odilon, é o melhor lugar para curtir o clima praiano, pois no local existem diversas barracas e o mar é tranqüilo para banho, ao contrário de algumas praias cujo acesso à água é desaconselhável.

Curva da Jurema. Crédito: Gustavo Andrade


 Em outro trajeto com o taxista Odilon, já que foram 4, pude receber outra sábia dica de roteiro em Vitória. Dessa vez ele sugeriu um local para o famoso happy hour, o barzinho pós-expediente ou, para quem encara uma noitada, o “território da balada”: Triângulo das Bermudas (leia-se Savassi para os belorizontinos). No conjunto de três a seis quarteirões é possível encontrar bares, como a cervejaria Devassa, pizzarias, restaurantes com cardápios variados e boates.

Tenho certeza que quem opta por passar a noite experimentando as maravilhas do Triângulo tem fôlego bastante para se redimir das estripulias através de uma boa caminhada pelas escadarias do Convento da Penha. Brincadeiras à parte, mais do que um lugar ideal para refletir e descansar, o Convento da Penha proporciona aos visitantes uma vista inacreditável, de tirar o tal fôlego restante da “balada”. Apesar de ser considerado em Vila Velha, o Convento da Penha pode ser visto de vários pontos de Vitória e, inclusive, nomeia a Avenida Nossa Senhora da Penha, a grande “reta da Penha”, uma das principais vias da capital capixaba.

Convento da Penha. Crédito: Gustavo Andrade


Por hoje é isso, viajantes! Mas antes de desembarcar quero pedir, por favor, para que quem tiver alguma sugestão de roteiro, envie um comentário, ou email, ou ainda um tweet! Colaboração é sempre bem-vinda!

Obrigada, até a próxima e bon voyage!

**ps.: Obrigada ao fotógrafo Gustavo Andrade pelas belas imagens!

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