Qualidade do sono

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Porque o sono é importante?

Uma noite bem dormida pode ser comparada a um bálsamo revigorante para o corpo.

O sono é uma função básica que serve para recuperar outras funções mentais e biológicas imprescindíveis à vida. Quem dorme mal, vive mal.

O mecanismo de dormir, acordar e voltar a dormir não acontece por acaso: é um processo complexo que depende de fatores orgânicos (hormônio, temperatura do corpo, pressão arterial etc.) e de fatores externos (luminosidade, barulho, odores, hábitos etc).

É como uma linha de produção de uma grande indústria, que tem diversas etapas de fabricação e objetiva atingir um produto final. Se durante esse processo existir falha numa etapa qualquer da produção, a qualidade do produto estará comprometida, provocando conseqüências devastadores para o corpo e para a mente.

Importância do Sono

Enquanto a pessoa dorme, seu corpo trabalha. Engana-se quem imagina que durante o sono o corpo fica inerte. Ao contrário. É uma fase de muita atividade mental e orgânica, em que processos vitais estão em pleno funcionamento.

Nas crianças, é justamente durante o sono que o organismo libera 90% do hormônio de crescimento. Portanto, a má qualidade do sono durante a infância poderá comprometer seriamente o desenvolvimento do indivíduo.

Nos adultos, o período do sono também é utilizado para liberar o hormônio do crescimento, que mesmo em pequenas quantidades é responsável por revigorar o corpo e garantir a rigidez muscular.

Um bom sono também regula a sensação de saciedade do corpo. Isso porque a leptina (hormônio que faz esse controle) é liberada em maior quantidade durante o sono. Pessoas que permanecem demorados períodos sem dormir produzem menores quantidades desse hormônio – o que deixa o corpo necessitado de ingerir maiores quantidades de carboidratos, potencializando os riscos de obesidade.

O sono ajuda ainda a fortalecer as defesas do organismo contra vírus e bactérias.

Por fim, a fase de descanso é fundamental para a memória. Quem dorme mal terá certamente dificuldade para fixar informações com as quais teve contato durante o dia. Isso acontece porque a “gravação” de novos conteúdos pela mente ocorre na última fase do sono (a fase REM). Mas, para atingi-la, o indivíduo precisa vencer as outras quatro fases. O problema é que, se tiver algum distúrbio do sono, dificilmente irá alcançá-la.

Os Riscos

A pessoa que dorme mal será fatalmente um indivíduo mais lento, menos produtivo e poderá ser rotulado, injustamente, de “preguiçoso”. Terá sonolência durante o dia com uma persistente sensação de cansaço. Seu aspecto geral poderá ser comparado ao de uma pessoa levemente embriagada.

Esse estado será capaz de:

– gerar irritação;
– provocar mudanças abruptas de humor;
– comprometer a criatividade;
– reduzir o potencial de executar tarefas;
– dificultar o raciocínio;
– promover a desatenção e dificultar a concentração.

Se as noites mal dormidas se repetirem por longo períodos na vida, esse mesmo indivíduo estará fadado a desenvolver graves doenças:

– hipertensão arterial;
– fadiga crônica;
– perda de memória;
– queda da imunidade;
– hipertensão pulmonar;
– diminuição da libido e impotência sexual;
– envelhecimento precoce e desenvolvimento de tumores;
– estresse;
– infarto agudo do miocárdio;
– diabetes e outros problemas hormonais.

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